Dorgas, Falta de Sexo e Roquenrou

Olá olá para todos. Devo informar que houve uma mudança de planos para com esta coluna, e agora minha função sera a de informar culturalmente todos os 5 leitores deste site. Sim, farei recomendações de bandas, músicas, livros, provavelmente filmes, e quando não houver nada para recomendar, escavarei o canto mais profundo de minha mente e trarei uma história original.

Enfim, começamos hoje falando sobre uma das bandas de roquenrou mais influente e, ainda assim, menos conhecida das décadas de 70/80/90: Boston.

“Ei, mas não é Chicago?” você pode se perguntar. Não, Boston é outra banda.

Vamos começar com uma pequena história…

Tom Scholz era um pequeno nerd que estudava no MIT. Cursava engenharia mecânica, e esteve envolvido em alguns projetos musicais infrutíferos. Após ter se formado, passou a trabalhar para a Polaroid e com seu salário construiu um pequeno estúdio no porão de sua casa e gravou diversos demos, mas foi apenas em 1975 que conseguiu seu primeiro contrato, com a Epic Records.

Junto a ele trabalharam diversos músicos, mas para não extender demais o assunto, citarei apenas o mais influente: Brian Delp. Falarei sobre ele mais tarde.

Enfim, Epic Records queria que Scholz gravasse um álbum em um estúdio profissional, mas ele preferiu usar seu porão para poder trabalhar com calma e a seu próprio ritmo. Em 1976 estava gravado e sendo distribuído o primeiro álbum da banda Boston, chamado de….Boston.

O maior hit do álbum foi a música “More Than a Feeling”, atualmente presente no jogo Guitar Hero 1 (que eu toco no Hard e ainda consigo 5 estrelas, ha!).

O segundo álbum desta banda foi lançado 2 anos depois, em 78, e foi chamado de Don’t Look Back. Foi um sucesso, mas não tanto quanto seu predecessor. Nada muito interessante a se declarar sobre ele.

Apesar de alguns problemas com integrantes da banda, Scholz estava determinado a concluir um terceiro álbum. Como se esperava, ele concluiu…oito anos depois, ou seja, o terceiro álbum da banda foi lançado em 1986. O motivo é que além de ser perfeccionista, Scholz estava enfrentando problemas com royalties, que não citarei aqui porque é blablabla interessante apenas para advogados. Novamente, o álbum fez sucesso, mas não tanto quanto o primeiro. Três singles porém dominaram o ranking de músicas mais ouvidas por um bom tempo. O nome deste álbum é Third Stage

Em 1989 é lançado o quarto álbum, Walk On, marcando também a partida de Brian Delp dos vocais. Ele e Scholz estavam em bons termos, mas Delp queria apenas trabalhar em alguns projetos à parte. Infelizmente este álbum possuiu apenas uma música de sucesso e, sinceramente, realmente não foi muito bom…

Nove anos depois (1998 para quem é ruim de matemática)Boston lança seu quinto álbum, Corporate America. Este álbum marca um ponto importante, pois aqui vários membros antigos voltam a tocar na banda, incluindo o próprio Delp. Ou seja, um dos melhores vocalistas volta a trabalhar com um dos melhores compositores junto com um grupo dos melhores músicos. Só pode sair coisa boa. De fato, este álbum ainda falhou em repetir o sucesso do primeiro, mas eu pessoalmente considero ser o segundo melhor da banda.

Infelizmente em 2007 a banda é abatida por uma tragédia quando Brian Delp é encontrado morto por sua noiva. Legistas e investigadores disseram que foi um aparente suicídio. Digo aparente porque ele, pelo jeito, não devia ter motivos pra querer se matar: ele era vocalista duma banda de rock, tinha muitos dinheiros e fazia sexo… O que mais alguém pode querer?

Há ainda um sexto álbum para ser lançado, mas que está sendo produzindo a um ritmo “extremamente lento e agonizante”. Talvez quem sabe nos possamos ouví-lo daqui 10 anos.

Enfim, agora sim, você deve estar pensando: “Por quê Boston é uma banda influente sendo que eu nunca ouvi falar dela?” Lhe dou três motivos:

Tom Scholz

Tom Scholz mostrando seu sorriso colgate of r0x +5 contra trevas.

1 – Tom Scholz compôs várias músicas para vários instrumentos, mostrando sua habilidade como músico, além de instrumentista ao vivo. Devido a isso Boston, apesar de ser considerada uma banda de “rock clássico” segundo a classificação de gêneros musicais (algo que odeio, diga-se de passagem), possui influências do que é considerado heavy metal, rock progressivo, música clássica, pop entre outros estilos, além de causar orgasmos auditivos para quem entende a parte técnica sobre música devido a forma com que as harmonias dos instrumentos, principalmente das duas guitarras, são trabalhadas.

2 – Brian Delp foi um dos melhores vocalistas já existentes, e isto é um fato. Seu alcance vocal causaria invejas em vocalistas de todos os estilos musicais, incluindo metaleiros que arrancam o saco pra terem voz fina. Ao ouvir ele cantar, pode-se notar que as notas agudas saem naturalmente, ao invés de utilizar falsetes como vários vocalistas fazem. Falsetes, no caso, seria forçar sua garganta a emitir uma nota mais aguda, gerada em uma região diferente da mesma, impedindo um controle preciso. É uma técnica complicada, mas valiosa para quem não consegue cantar em tons mais agudos.

Brian Delp

Brian Delp lançando a moda nos anos 80. Ninguém imaginava que ele conseguia cantar com voz de mulherzinha.

3 – Tom Scholz construiu seu próprio equipamento por estar insatisfeito com os equipamentos da época. Sim, ele fez isso mesmo, e ainda fundou uma empresa pra produzir e vender estes equipamentos. São a linha Rockman de amplificadores, usados até hoje por muitos músicos famosos quando estão treinando ou compondo. Todos vem autografado por Scholz.

E agora, claro, referências auditivas para que vocês tirem suas próprias conclusões:

O hit do primeiro álbum, More Than a Feeling que lançou a banda para o sucesso. Reparem que o baixo faz seu próprio papel durante a música, e se sincroniza com os outros instrumentos no refrão apenas. Da mesma forma, é no refrão que Delp mostra seu alcance alcance vocal.

E agora a minha música favorita deles, Peace of Mind, também do primeiro álbum. As duas guitarras trabalham juntas, porém nota-se que soam diferentes, completando-se harmonicamente, principalmente quando fazem um solo ao mesmo tempo. O baixo novamente tem sua própria linha, e Delp destrói no vocal após metade da música.

E é isso. Semana que vem trarei a resenha de um livro de fantasia ainda desconhecido no mercado, mas que já está chamando a atenção de um grande público.

Loke, escritor-músico-interpréte amador e vagabundo profissional pretende usar a B.U.N.D.A. para divulgar o blog onde publica seus contos, o Tales of the Underworld, que está sem atualizações devido a um projeto de fantasia que começou recentemente. Devido a grande ingestão de dorgas esta semana não pode escrever um conto para a B.U.N.D.A., mas está pirando com aluisnojnos ao ouvir Boston e ver luzes coloridas.

4 respostas para Dorgas, Falta de Sexo e Roquenrou

  1. VH disse:

    Você quis dizer: Kansas

    q

  2. Nostarië disse:

    mto bom,,lokezinho do meu core !!!!

  3. d3isee disse:

    Caraa..só pq vc eh meu ‘peixe’ eu vo perder 5 minutos do meu tempo,ouvindo essa banda ae que para mim eh desconhecida..sacomoé neh?!
    Mandou bem heim loke..se continuar assim,vai roubar meus leitores -n
    ;**

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