E o vento levou…

Opa, nome errado. Na verdade hoje devo falar sobre um livro “recentemente” lançado no Brasil (2009 na verdade), de fantasia, chamado de O Nome do Vento: A Crônica do Matador do Rei: Primeiro Dia.
Apesar de ser tratado como livro de ficção fantástica, ele é bem peculiar, estando longe de ser um Senhor dos Anéis da vida. Ele é bem melhor que SdA. Sim! Falei mesmo! E joguem pedras aqueles que quiserem, vocês ainda não sabem a extensão de meu PODER! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!!!!!!

Ahem, enfim. “Por que raios este livro é peculiar?” você deve estar se perguntando. Bem, apesar de ser um livro extenso, com suas 600 e tantas páginas, ele não se prende a detalhes desnecessários. Peguemos por exemplo o Senhor dos Anéis, e veremos muito do que está escrito naquelas páginas são descrições do cenário ao redor, falando da coloração das folhas no meio do outono, de canto alegre dos rouxinóis e dos gemidos vindos do quarto de Arwen enquanto ela usa a internet e WAT-

Enquanto isso, em O Nome do Vento, todas as páginas são recheadas com ações e consequências, descrição de eventos ou “links” com coisas que aconteceram páginas atrás. Possui uma leitura bem mais fluida e fácil, principalmente para aqueles que não são leitores hardcores de livros grandes, ou que não dispõem de muito tempo.

Muitas coisas acontecem em pouco tempo, porém isso não quer dizer que elas se resolvam de maneira rápida, afinal este é o primeiro livro de uma trilogia. CHUPA TOLKIEN!

Ok, me exaltei um pouco. Mas enfim, do que se trata o livro? Falarei em poucas palavras, porque ele realmente é extenso. Temos, basicamente, o herói Kvothe, que é um bardo/espadachim/mago/ladrão/estudioso/artesão/dono de taverna. Sim, ele comprou multiclasse, e ainda chegou a nível épico em cada uma delas, tudo para se vingar da morte de sua família.

Então, temos no livro a história da infância de Kvothe até sua adolescência, quando ele está estudando para se tornar um mago. Entre alguns capítulos temos narrações no presente, onde Kvothe é dono de uma taverna em uma pequena cidadezinha, e começa a perceber coisas estranhas acontecendo. Temos esses “intercapítulos” porque, na verdade, Kvothe está narrando sua história para um cronista. Aliás, melhor dizendo, para O Cronista, que escreveu a biografia das maiores celebridades daquele tempo. Ou seja: no presente ouvimos pessoas contando lendas e histórias sobre Kvothe, sem saber que o taverneiro é ele, e durante a narração de sua vida vemos da perspectiva dele próprio sobre o que realmente aconteceu. Sim, Kvothe se tornou uma lenda enquanto ainda vivo, e não, ele não está vivo a centenas de anos. Apesar de mago, ele ainda é humano. Gandalf-like mages é coisa de mocinha.

Cada livro da trilogia se passa durante um período de 24h, na qual Kvothe narra sua história. Sim, por isso no subtítulo do subtítulo tem escrito “Primeiro dia”. E sim, por enquanto só há este livro à venda. O segundo deve sair este ano, e o terceiro no próximo.

Agora resumidamente e sem contar spoilers, a história de Kvothe narrada até o final do primeiro livro é a seguinte: Kvothe viaja com sua família e amigos, que são Edema Ruh (uma espécie de ciganos com circo itinerante). Kvothe conhece um mago, que o ensina os princípios básicos da magia, alquimia, além de idiomas, história, etc etc etc. Algo acontece (tchan tchan TCHAAAAAANN) e Kvothe acaba em Tarbean, a maior cidade do reino, vivendo como mendigo e batedor de carteiras. Algo então acontece novamente e Kvothe vai para a Universidade, onde ensinam uma gama imensa de disciplinas, sendo magia só mais uma delas.

Aqui devo fazer uma pequena pausa para dizer que o modo com que magia é explicada neste livro é muito interessante. É quase como se fosse um fenômeno físico recorrente do uso da mente.

Voltando à programação normal: é na Universidade que Kvothe começa a ser reconhecido, e suas histórias a serem espalhadas. Desde que pôs os pés nela, foi provado que Kvothe era um pequeno gênio, dando aí o início às suas desventuras. Vale lembrar que ele entrou na Universidade abaixo da idade permitida, em meses aprendeu o que pessoas levaram anos, e ao final do livro já era quase uma lenda, e mal tinha atingido a adolescência.

Sim, parece bem sem graça, mas se alguém dissesse que Senhor dos Anéis é a história de um garoto que tem que atravessar o continente pra jogar um anel dentro de um vulcão, não seria algo muito chamativo também.

Kvothe poser

Kvothe todo poser olhando o horizonte. "Há três coisas que todo sábio teme: o mar tempestuoso, uma noite sem luar e a fúria de um homem gentil."

Bem, termino aqui minha breve-porém-comprida descrição sobre esta pequena obra. É uma leitura fortemente recomendada para todos que gostam de fantasia que saem do tradicional espada-e-magia. Esse post já está mais longo do que todos os 5 leitores deste blog gostariam, e parabenizo você caso tenha lido até o final.

Ah sim, detalhe importante: o cara que escreveu o livro se chama Patrick Rothfuss, passou 8 anos estudando matérias diversificadas na faculdade até ser obrigado a se formar pela reitoria. Por algum motivo, me familiarizo com essa situação. O que atualmente é a história de Kvothe são rascunhos que ele escreveu ao longo deste tempo.

Loke, escritor-músico-interpréte amador e vagabundo profissional pretende usar a B.U.N.D.A. para divulgar o blog onde publica seus contos, o Tales of the Underworld, que está sem atualizações devido a um projeto de fantasia que começou recentemente. Aprendeu a tocar violão após um encontro com Kvothe, desencadeado pela ingestão de uma bebida estranha que até hoje ninguém sabe explicar qual é. Aprendeu magia também, mas não lembrava de mais nada no dia seguinte.

5 respostas para E o vento levou…

  1. d3isee disse:

    Obrigada Loke..agora que vc ja me contou como é o livro,eu não vou precisar ler ele neh…!!huahauaha

    P.S. “Aprendeu a tocar violão após um encontro com Kvothe, desencadeado pela ingestão de uma bebida estranha que até hoje ninguém sabe explicar qual é.”

    WTF?
    O.o

    Apesar de enormeeeessss…seus post’s são bons!!^^
    hehe

  2. VH disse:

    Se o livro tiver metade do tamanho do post acho que vai ser tenso ler e

  3. Jader Ibrahim disse:

    Penso que estamos numa sociedade em que existe liberdade de expressão, o que é um grande avanço social neste país.
    Entretanto, esta liberdade, mesmo sendo um direito, pode ser bem ou mal usada.
    Eu não sou fanático por livro algum, mas sou um leitor inveterado… Conheço literaturas de diversos tipos… De Machado de Assis a André Vianco, de Anne Rice a Rowling, de Orlando Paes Filho a Tolkien.
    Penso que o amigo que postou este juízo de opinião se equivocou em alguns aspectos.
    Penso que ele tem todo direito de considerar o livro que tanto faz propaganda maravilhoso, e até tem direito de em sua opinião expressar que considera melhor que O Senhor dos Anéis.
    Entretanto, em juízos de opinião não devemos falhar no respeito. Tolkien foi um escritor genial. Ele gastou páginas e páginas sim descrevendo cenários em detalhes, e isto não é uma desvantagem, mas uma preocupação em detalhar o máximo possível a história que conta. eu mesmo não gosto de descrições, mas eu não gostar de algo não determina se isto é bom ou ruim, só diz se me agrada ou não.
    Enfim, fiquei tentado a ler o livro que o amigo recomenda, mas a falta de maturidade e respeito dele a Tolkien e sua obra me faz pensar se devo dar a este rapaz alguma credibilidade.

    • Loke disse:

      Ah, foram comentários propositiais pra chamar a atenção pro blog e provocar fãs de Tolkien, que é excelente escritor, mas muitos consideram um deus.
      Se notar bem vai ver que os comentários relacionados a Tolkien são irônicos =P
      A comparação real simplesmente se dá na forma de escrever mesmo (sim, aquela parte foi séria).
      E como não sou crítico literário, obviamente meus posts vão conter opiniões pessoais minhas. Eu achei a leitura de Tolkien deveras cansativa. Imersiva, mas cansativa, já que prefiro algo mais dinâmico.
      Enfim, uma dica: não leve o que for postado num blog chamado B.U.N.D.A. a sério.

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