DON’T PANIC!: Douglas Adams, O Guia e o Dia da Toalha

Olá pessoal. Estou postando hoje fora do meu dia habitual para trazer uma homenagem ao dia 25 de maio, que é o Dia da Toalha.

Mas há mais que isso! É um dia que representa toda uma geração (ou mais de uma), que não se enquadra em estereótipos tradicionais. Sim, Dia do Orgulho Nerd o cacete. Dia 25 é o Dia da Toalha, e neste post (que será BEM extenso) explicarei como isso surgiu através de algumas partes que se intercederam durante um logo período de tempo.

Começarei falando sobre Douglas Adams, um mero escritor, seguido de uma de suas obras mais famosas: O Guia do Mochileiro das Galáxias. Por fim comentarei sobre o surgimento do Dia da Toalha. Irei separar por seções, assim a leitura se tornará mais agradável para as pessoas que não tiverem paciência/vontade de ler tudo.

Enfim, vamos lá.

Parte 1 – Quem foi Douglas Adams? (Sim, caso você não saiba, ele já morreu)

Douglas Adams

oi vc ven sempre aki// rsrsrs

Douglas Noël Adams foi, basicamente, um cara aí. Inglês, nascido em Cambridge em 1952, trabalhou durante sua vida como escritor, dramaturgo, músico e comediante (sim, acreditem nessa última, é séria).

Além disso, foi um defensor ferrenho de animais e meio-ambiente, além de ateu convicto. Diz-se que uma frase famosa em relação a esse ponto de vista arreligioso dele era refenrete à “sopa primordial”. Conta-se que um belo dia a sopa primordial se torna sentiente e pensa “Este é um mundo interessante na qual me encontro – um belo buraco na qual estou alojado – serve perfeito para mim não? De fato, me serve extraordinariamente bem, deve ter sido feito por alguém especialmente para mim!” De fato, uma bela pontada para os religiosos em geral.

Bem, pulando detalhes desnecesários sobre a vida dele, vamos à parte que interessa: como ele se tornou escritor. Em resumo: um pouco de seu trabalho apareceu no canal BBC2 em 1974 e chamou a atenção de um integrante do conhecidíssimo grupo Monty Python. Adams ganhou créditos ao escrever uma cena de um episódio do programa, onde um paciente ferido por uma faca chega ao consultório de um médico pedindo ajuda, e antes de ajudar o médico pede para que ele preencha diversos papéis e formulários. Fãs do Guia podem se familiarizar com isso ao citar uma única palavra: Vogons. Sim, daí que nasceu a piada da raça de aliens mais chata do universo ter a tradicional obsessão por burocracia e papeladas.

Além disso, ele também fez uma breve aparição vestido de médico no episódio 42 (número familiar?) no programa Monty Python’s Flying Circus. Se isso levou ele a escolher o número 42 como resposta para tudo ou não, não posso afirmar. Depois disso ele aparece novamente no episódio 44 do mesmo programa.

Tendo dificuldades para vender piadas e histórias, Douglas Adams fez outros serviços nesse tempo. “Que outros serviços?” Bem…vários, mas entre eles temos: porteiro de hospital, construtor de celeiros e limpador de galinheiros.

Houve uma vez em que, trabalhando como segurança para uma família de Qatar que fez sua fortuna explorando petróleo (Qatar é um país do Oriente Médio, para quem não sabe), uma prostituta foi mandada para o andar em que ele estava trabalhando e passou perto. Ao sair, eles se cruzaram novamente, e ela disse “Ao menos você pode ler enquanto trabalha”.

Enfim, mais algumas coisas aconteceram e, finalmente, Douglas Adams começa a escrever O Guia. Mas não da forma esperada. O Guia começou como uma radionovela sci-fi de comédia. Segundo o que contam, Adams teve a idéia do Guia enquanto esteve em Innsbruck, na Áustria. Bêbado, ele saiu andando pela cidade, tirando sarro das pessoas por falarem um idioma que ele não entendia. Então ele chegou em um descampado/praça/campo/wathever e deitou no chão, olhando as estrelas e inspirado pela sua falta de capacidade de comunicação.

Após os primeiros episódios, O Guia se tornou um sucesso e foi adaptado para diversos outros formatos, incluindo livros. É então que chegamos à segunda parte do post, na qual falarei sobre os livros.

Parte 2 – DON’T PANIC!

É aqui que os livros começaram a ser publicados, lá para os idos de 1979. Misturando uma boa dose de humor britânico, conhecido por associações sem sentido a acontecimentos reais e altas doses de ironia e sarcasmo, O Guia ainda é popular até hoje entre os fãs de ficção científica e comédia. É considerado, satiricamente claro, a “Trilogia de Cinco Livros”. Recentemente um sexto livro foi lançado, escrito por Eoin Colfer (escritor de Artemis Fowl), então a trilogia ganhou seu sexto volume…muito embora vários fãs não considerem este último. Irei me ater aqui apenas aos volumes escritos por Douglas Adams. Devo dizer que o conteúdo de cada livro é o suficiente para um post. Futuramente planejo fazer uma sequência de posts durante o mês, uma para cada volume, mas antes tenho que encontrar o local secreto em que guardei eles… Enquanto isso, lamento, mas vocês terão que se contentar com um resumo simplório de toda saga.

Bem, vamos lá então.

Primeira parada: O Guia do Mochileiro das Galáxias

o_guia

"DON'T PANIC!" é a frase que marca o verso do Guia.

Aqui começamos nossa aventura. Basicamente envolve Arthur Dent escapando da Terra com seu amigo alienígena Ford Prefect (que até então ele não sabia que era um alien), escritor de artigos do famigerado Guia do Mochileiro das Galáxias. O motivo deles escaparem da Terra era que os vogons, uma raça de alienígenas burocratas, iriam demolir o planeta por estar no exato caminho da nova rodovia espacial que estava sendo construída. Arthur e Ford escapam poucos segundos antes da explosão do planeta. Algumas coisas acontecem até que eles encontram o resto do elenco dos personagens, que vai permanecer até o fim do último livro: Zaphod Beeblebrox, primo de Ford Prefect, Presidente da Galáxia, dono de duas cabeças e três braços; Marvin, um andróide depressivo; e Trillian uma humana e única sobrevivente da Terra além de Arthur.

Juntos eles viajam pela galáxia na nave Coração de Ouro, a única nave do universo movida por um Gerador de Improbabilidade Infinita, que foi roubada pelo próprio Zaphod.

Com uma alta dose de humor e ironia, eles descobrem um planeta que fabrica planetas, um computador que passou 7 milhões de anos fazendo cálculos para então, finalmente, dar a reposta para a Vida, o Universo e Tudo Mais. Ao final da longa aventura, eles decidem fazer uma pausa para um lanche. Isso nos leva para a…

Segunda parada: O Restaurante no Fim do Universo

O Restaurante

Parece um bar-trailer de esquina, não?

Continuando de onde o livro anterior terminou, o grupo é separado logo no começo da história. Logo depois, porém, eles se reúnem novamente e são mandados para o fim do universo. Detalhe aqui: o fim do universo não se refere à (possível) borda dele, mas sim à época em que a última estrela está para morrer. Ou seja: eles são mandados para o futuro. Neste futuro há Milliways, um restaurante protegido por uma redoma atemporal, onde pessoas de todas as épocas vão comer e apreciar a morte da última estrela e o fim do universo.

Após isso, o grupo é separado novamente. Marvin é esquecido em algum lugar do tempo, Arthur e Ford vão parar na Terra pré-histórica, enquanto Zaphod e Trillian descobrem que o Presidente da Galáxia era só figurativo, e resolvem ir atrás do homem que comanda o universo.

Terceira parada: A Vida, o Universo e Tudo Mais

A Vida, O Universo e Tudo Mais

What the fuck...?

Continua após o encontro com o homem que comanda o universo. Basicamente, neste livro, há uma raça de alienígenas, do planeta Krikkit, querendo destruir o universo. O grupo se reencontra brevemente em uma festa que acontece já tem várias gerações (ou seja centenas de anos), mas pouco tempo depois se separam novamente. Obviamente várias coisas acontecem, mas detalhes demais aqui são desnecessários: basta dizer que Arthur termina o livro vivendo no planeta dos antagonistas.

Quarta parada: Até mais, e obrigado pelos peixes

Peixes mamíferos!

Nem pergunte...

Após os eventos do terceiro livro, Arthur começa a pegar caronas aleatoriamente pela galáxia até ser deixado no meio de uma tempestade em um planeta estranho. Logo ele descobre que este planeta é a Terra, que não deveria estar lá, pois havia sido destruída (primeiro livro e tal).

Durante o livro, Arthur conhece Fenchurch, o amor de sua vida (que bonito) e se reencontra com Ford Prefect, que também esteve cruzando a galáxia para chegar até a Terra, que ele descobriu ainda existir. Ford ainda esteve investigando alguns acontecimentos relacionados a edição do Guia dos Mochileiros das Galáxias. O motivo principal foi seu artigo original sobre a Terra, que continha apenas as palavras “Praticamente inofensiva”, ter se tornado uma imensa enciclopédia com páginas e mais páginas sobre a vida terrestre.

No fim, Ford, Arthur e Fenchurch viajam até a Califórnia para se encontrarem com John Watson, a única pessoa do planeta capaz de explicar porque a Terra ainda está em seu lugar.

Após isso eles pegam carona na próxima nave e reencontram Marvin, que agora está 37 vezes mais velho que o próprio universo, e juntos vão ver a Mensagem Final de Deus para Sua Criação.

Quinta parada: Praticamente Inofensiva

Praticamente Inofensiva.

Bom, nem é tão inofensiva assim.

Depois do final do quarto livro, Arthur e Fenchurch resolvem passear pelo universo, mas então Fenchurch desaparece diante de Arthur durante um salto no hiperespaço.

Desolado, Arthur começa a viajar pela galáxia sozinho, doando esperma para pagar suas passagens, até que sua nave cai no planeta Lamuella. Lá ele se torna um fazedor de sanduíches para a população local.

Enquanto isso Ford Prefect descobre que O Guia foi comprado por outra empresa, e foge com um protótipo da versão mais nova, enviando-a para Arthur, que guarda o pacote sem ao menos abrir.

Tudo ia calmo para Arthur até que Trillian chega em Lamuella com uma adolescente, chamada Random Dent, e diz que ela é filha de Arthur. Como Arthur teve uma filha é segredo (hehehe…wat). Resumidamente, Random é revoltada, não se dá bem com seu pai e acha a vida no planeta entediante, até que ela abre em segredo o pacote enviado por Ford à Arthur.

Muita coisa acontece, até que Ford, Trillian, Arthur e Random se encontram no planeta Terra, que é destruído novamente.

Lembrando que esse livro foi escrito aproximadamente 8 anos depois dos outros e tem um final relativamente “trágico”. Leva-se em consideração as mudanças na vida de Douglas Adams e tudo mais.

E agora…

Terminando aqui de falar sobre os livros, devo deixar avisado que existem diversas referências cruzadas entre os volumes, vários antagonistas, muitos personagens que se envolvem na trama temporariamente e ajudam os personagens e por aí vai. Quando a chance surgir, falarei sobre cada um em posts separados.

Agora vamos para a…

Parte 3 – O Dia da Toalha

Em 11 de maio de 2001, enquanto se exercitava em uma academia, Douglas Adams sofreu um ataque cardíaco e morreu. Foi-se marcado num site então que duas semanas após a morte de Adams (ou seja, dia 25 de maio) as pessoas fossem encorajadas a carregar uma toalha durante o dia. Houve também o registro de um site, o towelday.org, que ajudou a divulgar mais ainda a data.

Dia da Toalha

Dia da Toalha sendo comemorado em Innsbruck, Áustria, onde Douglas Adams concebeu O Guia.

“Por quê raios uma toalha?” muita gente ainda se pergunta. Simples: toalha é o item mais útil para um mochileiro das galáxias, indispensável para qualquer um. Segundo o que foi escrito, uma toalha serve para: prender ao redor de você mesmo e te aquecer ao atravessar as frias luas de Jaglan Beta; você pode se deitar sobre a toalha nas areias brilhantes de mármore de Santraginus V ; você pode dormir sobre ela, abaixo das estrelas vermelhas no deserto de Kakrafoon; usá-la como vela em uma pequena jangada no Rio Moth; molhá-la e utilizá-la como arma branca; envolvê-la ao redor da cabeça para evitar inalar gases venenosos ou o olhar da Terrível Besta Bugblatter de Traal; você pode agitá-la em emergências como um sinal de socorro; e claro, usá-la para se secar, caso ainda esteja limpa o suficiente.

Pois bem, é isso aí pessoal. Lembrem-se de que o Dia da Toalha não é uma simples data comemorando um objeto aparentemente inútil; é uma data comemorando umas das maiores obras do século 20 e a vida de seu criador. Toalhas unidas jamais serão vencidas!

wat

Boa sorte em sua próxima viagem, lembrem-se: NÃO ENTRE EM PÂNICO!

Loke, escritor-músico-interpréte amador e vagabundo profissional pretende usar a B.U.N.D.A. para divulgar o blog onde publica seus contos, o Tales of the Underworld, que está sem atualizações devido a um projeto de fantasia que começou recentemente. Acabou de ter a viagem mais louca de toda sua vida para reunir todas as informações importantes para este post e não sabe o que mais falar.

4 respostas para DON’T PANIC!: Douglas Adams, O Guia e o Dia da Toalha

  1. VH disse:

    Ainda criando coragem pra sair com a toalha pendurada no ombro hoje…

  2. Deise disse:

    Mandou bem loke.Conseguiu falar sobre o Guia, em um post bastante resumido[?!]Eu fiquei com raiva do Dent,pq eu pensava que ele ia continuar o livro todo com a Trillian e talz,mas a historia em si é bacana.Eu não terminei de ler todos,parei no 3º livro.Quando tiver tempo e paciência termino de ler.
    E Feliz dia da toalha!!
    \o/

  3. Tee disse:

    Muito bom o post, deu vontade de ler denovo

  4. Tee disse:

    os livros não post😛

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